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sábado, 6 de outubro de 2012

The Hunger Games

Consegui finalmente ler o livro The Hunger Games. O filme está bom e é fiel ao livro, mas o prazer da leitura é sempre mais satisfatório, tem pormenores interessantes e é possível perceber melhor a visão da protagonista, para além de permitir uma visualização mais alargada da história.

The Hunger Games
Autora: Suzanne Collins
Ano: 2008

Nas ruínas de um país outrora chamado América do Norte, encontra-se a nação de Panem, com um Capitol resplandecente  rodeado por 12 distritos distantes. O Capitol é duro e cruel e mantém os 12 distritos em linha ao forçá-los a participar nos Jogos da Fome anualmente, um programa de sobrevivência até à morte transmitido em directo na TV. Um rapaz e uma rapariga entre os 12 e os 18 anos são seleccionados através de uma lotaria para jogarem os Jogos da Fome, que foram concebidos para lembrar ao povo a destruição do rebelde Distrito 13, para impor o poder do Capitol e incutir o medo na população impotente e com poucos meios de sobrevivência.
Katniss Everdeen, de dezasseis anos, vive no pobre Distrito 12 com a mãe e a irmã e vê os Jogos da Fome como uma sentença de morte, mas voluntaria-se para os os jogos quando o nome da sua irmã, Primerose, de apenas doze anos, é seleccionadi. Katniss é uma lutadora e a sobrevivência sempre fez parte da sua natureza, e com uma estratégia que ela ainda não entende bem, torna-se uma séria candidata à vitória. Mas se ela realmente quiser vencer, terá de fazer escolhas que colocam a sobrevivência contra a humanidade ou a vida contra o amor e ainda terá de esconder muito bem o seu desejo de desafiar o Capitol e o conceito dos Jogos da Fome.
A sobrevivência é o tema mais constante neste mundo apocalíptico, mas Suzanne Collins coloca também suspense, aventura, romance e o eterno desafio do povo reprimido contra um regime autoritário dominante e estabelece um paralelo com um futuro eminente.

Crítica aqui.

The Hunger Games

Suzanne Collins
The Hunger Games
2008

Crítica:
Parece que as distopias futuristas apocalípticas estão mesmo na moda e The Hunger Games contribuiu com  vários factores para o sucesso deste género (pode ser que eclipse um pouco a avalanche de livros sobre vampiros que tem inundado as prateleiras das livrarias - mas não em demasia - uma vez que sempre que surge algo que vende, a tendência é o exagero).

The Hunger Games é primeiro livro de uma trilogia com o mesmo nome que fica completa com Catching Fire e Mockingjay (que ainda não li - já estão na estante à espera) da autora Suzanne Collins, que foi várias vezes acusada de se inspirar na história Battle Royale escrita por Koushun Takami, publicada em 1999 e adaptada em 2000 para filme pelo realizador Kinji Fukasako, o filme que Tarantino disse que gostava de ter realizado.

The Hunger Games capta o interesse do leitor pelos vários temas abordados ao longo do livro, que são muito actuais, apesar de a história se passar num futuro distante apocalíptico. A autora criou uma história forte e coloca uma crítica implícita ao mundo dos reality shows, à ameaça de guerra, a regimes autoritários ou ainda à, cada vez maior, obsessão com a moda que influência a vida de muitos no dia-a-dia.

Pelo que consta, este primeiro livro não revela por completo o funcionamento de Panem, mas fica-se a saber que esta sociedade autoritária foi o resultado de um desastre horrível durante os Dias Negros e que resultou no estabelecimento dos 12 Distritos sob o governo do Capitol. Foram instalados governos locais e pacificadores em cada distrito, mas as regras do Capitol têm um controlo apertado em tudo e todos em cada distrito. Cada distrito tem a sua especialidade que beneficia o Capitol, como a agricultura, minério ou peixe e alguns fornecem energia ou bens materiais para manter o Capitol, cujos habitantes estão somente preocupados com as últimas modas e boas formas de diversão num mundo luxuoso e sem quaisquer dificuldades. Os Jogos da Fome são a tradição anual que servem para divertir os cidadãos do Capitol, mas também para preservar o controlo sob os distritos e demonstrar o domínio do Capitol. Todos os anos, os 12 distritos devem enviar dois representantes, um rapaz e uma rapariga, como 'tributos' para fazer o povo creditar que é uma honra representar o seu distrito, apesar de a maior parte das pessoas viver com medo de ser seleccionado. Toda a nação deve ver os jogos em directo numa arena onde os 24 concorrentes devem lutar até à morte quando só permanecer um vencedor, que ficará muito rico. O governo criou o derradeiro reality show, que é complementado com desafios tecnológicos e uma monitorização completa dos movimento dos participantes.

A história é contada toda do ponto de vista de Katniss Everdeen, que vive no Distrito 12, o que está mais longe do Capitol, com a sua mãe e irmã e que desde cedo tem alimentado a sua família devido à morte do pai numa explosão nas ninas onde trabalhava. Tem caçado ilegalmente para lá das fronteiras do Distrito 12 e utilizado a caça que apanha para alimentar a família ou negociar trocas. Katniss é especialista com o arco e flecha e também sabe montar armadilhas, para além de ter um vasto conhecimento sobre plantas e frutos selvagens; tem desta forma mantido a família, mas também se tem inscrito na tessera, uma ração de cereais que são dados em troca de colocar o seu nome na lotaria para colheita, na cerimónia que determina quem vai representar o distrito nos Jogos da Fome. O nome de todos os cidadãos entre os 12 e os 18 são colocados na lotaria e cada vez que Katniss troca o seu nome pela tessera, aumenta as probabilidades de ser escolhida.

Mas este ano, o nome escolhido é Primrose Everdeen, a irmã que Katniss ama acima de todos, que só tem 12 anos, que é calma, amorosa e frágil. Katniss voluntaria-se como tributo pelo Distrito 12 para salvar a irmã. Peeta Mellark, o filho dos padeiro, é o outro representante do Distrito 12, a quem Katniss deve a sua sobrevivência na altura mais difícil da sua vida, pois foi graças a ele que ela e a família não morreram de fome e foi também isso que lhe deu coragem para começar a caçar e providenciar alimento. Katniss despede-se da irmã que adora, pede à mãe para se manter forte e não cair na mesma apatia como quando o pai morreu e deixou as filhas quase a morrer e despede-se do seu melhor amigo, confidente e companheiro de caça, Gale. Ela e Peeta são transportados num comboio de alta-velocidade de luxo para o Capitol, acompanhados por Effie (a extravagante representante do Capitol no Distrito 12) e Haymitch (o único tributo vencedor do Distrito 12) que deve aconselhar e treiná-los para a competição, mas Haymitch é um alcoólico que não parece muito preocupado em ajudá-los. Finalmente no Capitol, Katniss conhece Cinna e Portia que tratam do seu guarda-roupa e maquilhagem e graças à sua originalidade conseguem captar a simpatia da audiência com as chamas nos seus fatos, e começa os treinos e uma estratégia para conseguir sobreviver e conquistar patrocinadores.

A leitura é fácil, intensa e rápida e há bastante acção; a escrita é simples e directa; e a acção desenrola-se sem grandes demoras. Com temas bastante apelativos como os sacrifícios dos oprimidos, um governo autoritário ou a luta pela liberdade pessoal, para além da violência e as emoções fortes, um triângulo amoroso cliché ou a rapariga 'Wilhelm Tell' com arco e flecha num futuro apocalíptico, tudo funciona bem. Katniss é forte e resistente, cheia de recursos, é ela que toma conta de Peeta e o ajuda a sobreviver, é ela que o salva. Não estamos perante a típica história da menina indefesa que tem de ser salva pelo rapaz forte que vem sempre em auxilio da donzela em apuros. Aliás, Katniss é uma ameaça aos outros concorrentes, desde que conquistou um 11 na avaliação dos talentos dos concorrentes que é um alvo a abater desde o início dos jogos. Apesar de muita sorte à mistura, ela vai conseguindo sobreviver, mas é óbvio que o grande objectivo da autora seria sempre o desafio ao regime autoritário imposto através dos jogos e aquela bagas venenosas serviram perfeitamente o propósito.

Li algures a expressão 'primitivismo pop' para descrever este mundo que teve tanto sucesso e não posso deixar de concordar. Os nomes Seneca e Claudius remontam à Grécia e Roma antiga, uma época de gladiadores e lutas. Isto, aliado aos reality shows de sobrevivência para adolescentes, confere-lhe um tom um pouco pop. Há quem ainda estabeleça uma ligação com Lord of the Flies de William Golding, o que não deixa de ser um pouco verdade, pois trata-se de sobrevivência em condições extremas e da sobrevivência do mais forte. A autora dá relevância aos jovens, que embora se sintam e sejam vítimas, lutam pela sobrevivência e pelos ideais, tornam-se importantes. O sucesso do livro entre leitores e uma adaptação ao cinema relativamente boa, contribuíram definitivamente, para que esta distopia futurista ficasse na moda e nas listas dos mais procurados e vendidos na literatura para jovens adultos. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Trilogias

Este será o ano das Trilogias:

Stieg Larsson:
Millennium 01 - Os Homens que Odeiam as Mulheres
Millennium 02 - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo
Millennium 03 - A Rainha no Palácio das Correntes de Ar 

Joan D. Vinge:
Snow Queen
World's End
Summer Queen

Psion 
Catspaw
Dreamfall 

J. R. R. Tolkien:
O Senhor dos Anéis:
A Irmandade do Anél
As Duas Torres
O Regresso do Rei 

Phillip Pullman:
Northern Lights
The Subtle Knife
The Ambar Spyglass 

R. A. Salvatore:
Homeland
Exile
Sojourn 

David Lodge: 
Changing Places
Small World
Nice Work 

Anne Bishop:
Filha do Sangue
Herdeira das Sombras
Rainha das Trevas 

Robin Hobb:
Assassin's Apprentice
Royal Assassin
Assassin's Quest 

Suzanne Collins
The Hunger Games
Catching Fire
Mockingjay

Já li alguns destes livros, mas ainda falta completar algumas das trilogias. Talvez leia mais uma ou duas ainda este ano, depende do tempo...