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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Literatura Fantástica

Top Literatura
Curiosamente, vou colocar aqui só livros de ficção científica, mas entre os livros que li, em termos de literatura fantástica, estes foram os melhores. Para literatura mais generalizada (cuja maioria está relacionada com o fantástico na mesma), é possível ver a minha lista de eleição aqui.

5. Terrarium, João Barreiros e Luís Filipe Silva
Ainda demorei um pouco a ler este livro que é bastante grande, mas valeu realmente a pena. Terrarium - Um romance em mosaicos, é provavelmente um dos livros mais difíceis de descrever, exactamente por funcionar como um mosaico de contos e noveletas que compõem a estrutura do livro, pequenas histórias individuais que formam a obra total. É um livro de ficção científica único, escrito na língua portuguesa por dois autores, João Barreiros e Luís Filipe Silva, bastante conhecedores da matéria.

4. À Boleia Pela Galáxia, Douglas Adams
Esta aventura hilariante de Douglas Adams foi uma surpresa do início ao fim. Segundos antes de a Terra ser destruída para dar lugar a uma auto-estrada intergaláctica, o jovem Arthur Dente é salvo pelo seu amigo Ford Prefect, um alienígena disfarçado de actor desempregado. Juntos, viajam pelo espaço na companhia do presidente da galáxia (ex-hippie, com 2 cabeças e 3 braços), Marvin (robot paranóico com depressão aguda), e Veet Voojagig (antigo estudante obcecado com todas as canetas que comprou ao longo dos anos). Onde estão essas canetas? Porque nascemos? Porque morremos? Porque passamos tanto tempo entre as duas coisas a usar relógios digitais? Qual é a resposta para a vida, o universo e tudo mais? Se quer obter estas respostas, estique o polegar e apanhe uma boleia pela galáxia, porque este livro tem todas as respostas!

3. Ubik, Philip K. Dick
Este livro de ficção científica de Philip K. Dick prende o leitor, principalmente pelas reviravoltas inesperadas ao longo da narrativa. O enredo desenrola-se numa atmosfera futurista, no ano de 1992, em que os avanços tecnológicos permitem manter os defuntos num estado de meia-vida. Neste contexto, Glen Runciter está morto. Ou estão todas as outras pessoas? Alguém morreu numa explosão planeada pelos competidores de negócios de Runciter. E, de facto, está agendado um funeral para Runciter em Des Moins. Mas entretanto, os seus empregados estão a receber mensagens estranhas de Runciter, assim como o mundo à sua volta a sofrer alterações que sugerem que o seu tempo está a acabar ou já acabou. E de onde surge o misterioso spray que é solução para todos os problemas?

2. Dune, Frank Herbert
Dune é considerado um dos melhores romances de ficção científica de sempre e tem razão de ser, pois conquistou a crítica e os leitores pela sua imaginação prodigiosa. O Duque Atreides chega ao planeta Arrakis para governar. Coberto por areia e montanhas, parece o local mais miserável do Império. Mas as aparências enganam, pois apenas em Arrakis se encontra a especiaria, uma droga imensamente valiosa e sem a qual o Império se desmoronará. O Duque sabe que a sua posição em Dune é invejada pelos seus inimigos, mas nem a cautela o salvará. E quando o pior acontece caberá ao seu filho, Paul Atreides, vingar-se da conspiração contra a sua família e refugiar-se no deserto para se tornar no misterioso homem de nome Muad’Dib. Ao viver no deserto entre o povo Fremen, ele tornar-se-á não apenas no líder, mas num Messias, libertando o imenso poder que Dune abriga numa guerra que irá ter repercussões em todo o Império. 

1. The Left Hand of Darkness, Ursula Le Guin
The Left Hand of Darkness é considerada a grande obra de Ursula Le Guin. O imaginário e concepção deste mundo são absolutamente únicos. A história tem lugar no universo Hainish, cuja série descreve uma expansão interplanetária que começou no planeta Hain, levando à formação da League of All Worlds e eventualmente expandido para um conjunto de 83 mundos, o Ekumen. O romance acontece num futuro longínquo de vários séculos. Genly Ai é um enviado que está no planeta Winter (Gethen para os habitantes do planeta) para convencer os cidadãos a juntarem-se ao Ekumen. Winter é um planeta que está sempre frio e os seus habitantes têm a peculiaridade de não serem do sexo masculino ou feminino (são andrógenos), estes assumem um género sexual apenas uma vez por cada um dos seus ciclos (kemmer) para satisfazerem as suas necessidades sexuais e qualquer um pode ser mãe ou pai. Através de Genly Ai e do diário de Estrevan fica-se a conhecer melhor este mundo.

domingo, 9 de setembro de 2012

Terrarium - Um romance em mosaicos

Terrarium - Um romance em mosaicos, é provavelmente um dos livros mais difíceis de descrever, exactamente por funcionar como um mosaico de contos e noveletas que compõem a estrutura do livro, pequenas histórias individuais que formam a obra total. É um livro de ficção científica único, escrito na língua portuguesa por dois autores, João Barreiros e Luís Filipe Silva, bastante conhecedores da matéria.

Terrarium, segue as aventuras e peripécias de várias personagens em locais diferentes, num espaço de tempo de cerca de dois anos, cujo desfecho é imprevisível e inesperado. Roy Baker, Clara de Sousa, Joel, Todd, Mr. Lux, Abdul, os Ixyitil, as Potestades, os kreepos, os vulpis e o Mestre Gra são algumas das personagens e espécies que interagem nesta delirante obra.

No prólogo, "O Segredo", que dá início à história, é-nos apresentado Abdul, um rapaz que se desenrasca como pode para sobreviver num mundo grotesco e injusto invadido por exóticos de várias espécies e origens.
Na Parte I, "A Arder caíram os Anjos", conhecemos Roy que trabalha numa loja que vende banda desenhada e se vê contratado por Mr. Lux, numa Londres degradada e  decadente, apinhada de espécies, uma cidade putrefacta.
Na Parte II, "Somewhere, under the rainbow", Clara de Sousa é recrutada para uma missão difícil, mas ao mesmo tempo aliciante, tanto pelo valor ideológico como pela recompensa que lhe é oferecida.
Na Parte III, "A Agoniada Arte Reprimida", o volpex Ka-Lir torna-se irmão de sangue de Joel, um rapaz humano que não queria a aventura que lhe é imposta, mas para a qual é aspirado quando se depara com um crime monstruoso.
Na Parte IV, "A Madrugada dos Deuses", segue-se a continuação  da aventura de Joel, mas do ponto de vista do vulpex, numa alucinante fuga com revelações interessantes.
Na Parte V, "No Coração da Luz", voltamos a encontrar Roy, dois anos após a sua extraordinária escapatória e descoberta; conhecemos Todd, um rapaz normal que faz várias descobertas perturbadoras; e ainda há um pequeno vislumbre de Clara e Joel, num momento pelo qual o leitor tanto esperava.
Há ainda a possibilidade de ler a Alternativa A: "O mundo sem homens", a Alternativa B: "O mundo sem Potestades" e a Alternativa C: "O mundo sem Ixyitil".

"Um romance monstruoso de Ficção Científica, perfeitamente assumido, pós-modernista, ciberpunk, com Inteligências Artificiais, extraterrestres, Grandes Objectos Estúpidos, visões apocalpticas do fim do mundo, e uma pitada de Metafísica." Esta descrição de João Barreiros é quase perfeita. Acrescentaria apenas: de uma imaginção evolutiva prodigiosa, inesgotável e delirante, com bastante conhecimento.

Este "mosaico" destaca sempre as revistas antigas e desaparecidas Pulp, ao longo dos vários contos, os Comics, as Amazing e Astounding Stories, as Unknown, Weird Tales e Super Science Stories, que são peças valiosíssimas, vendidas a preço de ouro. Há sempre um fã destes objectos raros e escassos, muito difíceis de adquirir, as revistas de Ficção Científica. Destaque também para a grande quantidade de tecnologia de ponta revolucionária categorizada que não deve chegar às mãos de todos (compreende-se mais tarde o porquê), numa Terra que evoluiu para a "lixeira" da Galáxia por onde toda a espécie de extraterrestes passam e vivem, onde se encontra um pouco de tudo. São mancionados várias vezes e aparecem mesmo, ícones do cinema, como é caso de Marlon Brando e Shirley Temple ou conhecidas personagens de Banda Desenhada que ganham uma espécie de vida.

Tenho de confessar e mencionar duas coisas que achei hilariantes. O Furão Filofax - de nome João - que é uma personagem com garra. E a Triste Judite, a permanente suícida que em todas as  tiras semanais arranja sempre um novo meio de se matar e que está em constante depressão. É divina!

Gosto particularmente do prólogo, "O Segredo", é uma excelente forma de começar este romance e "abrir o apetite" ao leitor. Em termos de Partes, destaco a Parte I, "A Arder caíram os anjos", pela apresentação que é dada de Londres e o destaque para a cena no apartamento que mistura Ariel, Roy e Mr. Lux; e a Parte II, "Somewhere, under the rainbow", com a viagem de Clara e todas as peripécias pelas quais passa. E, em relação às Alternativas, gosto bastante da Alternativa A e da Alternativa C (chamem-me optimista).

Nunca tinha lido nada de nenhum dos autores, João Barreiros e Luís Filipe Silva, de forma que não consegui distinguir as diferenças de estilo entre os autores de forma acentuada (também não estava muito preocupada com isso - a história em si é que conta). Apesar de gostar de algumas partes da história em particular, é o todo que se torna, de certa forma, genial. É a imaginação de FC que é fascinante e única em autores porugueses, numa obra tão bem falada e bastante aplaudida que é este Terrarium.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Terrarium

Autores: João Barreiros e Luís Filipe Silva
Título: Terrarium - Um romance em mosaicos
Ano:1996
Colecção: Caminho Ficção Científica
Nota: Livro extremamente difícil de encontrar. Se houver algum à venda ou souberem onde encontrar um, por favor, contactem-me através do e-mail disponível neste blogue.

Como teriam obtido aquele exemplar? Uma revista absolutamente nova, num tempo em que tais objectos se haviam tornado peças de ouro vendidas aos mais altos preços, relíquias pelas quais se matava e morria como nos velhos tempos. Haveria algum armazém numa das naves, a que os prometeus teriam tido acesso? Um compartimento secreto onde alguém entesourara uma colecção inteira.