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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

The Selected Short Fiction of Ursula K. Le Guin



Lançamentos

Se existe autora cuja obra eu gostaria de possuir por inteiro, é sem sombra de dúvida, a obra completa de Ursula K. Le Guin, a minha escritora preferida. Cada vez que sai uma colecção nova dela, desejava poder comprá-la. Infelizmente, a minha situação financeira não o permite, mas aqui está mais uma colecção que gostaria de ver nas minhas estantes um dia. Para quem gosta de edições especiais com caixas, este The Selected Short Fiction of Ursula K. Le Guin reúne alguns dos seus melhores contos e novellas em dois volumes: The Unreal and the Real e The Found and the Lost. A publicação é da Saga Press em Hardcover e a caixa com os dois volumes sai a 15 de Novembro de 2016.


Part I: Where On Earth
Introduction
“Brothers and Sisters”
“A Week in the Country”
“Unlocking the Air”
“Imaginary Countries”
“The Diary of the Rose”
“Direction of the Road”
“The White Donkey”
“Gwilan’s HarpMay’s Lion”
“Buffalo Gals, Won’t You Come Out Tonight”
“Horse Camp”
“The Water Is Wide”
“The Lost Children”
“Texts”
“Sleepwalkers”
“Hand, Cup, Shell”
“Ether, Or”
“Half Past Four”

Part II: Outer Space, Inner Lands
Introduction
“The Ones Who Walk Away from Omelas”
“Semley’s Necklace”
“Nine Lives”
‘Mazes”
“The First Contact With the Gorgonids”
“The Shobies’ Story”
“Betrayals”
“The Matter of Seggri”
“Solitude”
“The Wild Girls”
“The Fliers of Gy”
“The Silence of the Asonu”
“The Ascent of the North Face”
“The Author of the Acacia Seeds”
“The Wife’s Story”
“The Rule of Names”
“Small Change”
“The Poacher”
“Sur”
“She Unnames Them”
“The Jar of Water”


Vaster than Empires and More Slow
Buffalo Gals, WonÕt You Come Out Tonight
Hernes
The Matter of Seggri
Another Story or a Fisherman of the Inland Sea
Forgiveness Day
A Man of the People
A Woman’s Liberation
Old Music and the Slave Women
The Finder
On the High Marsh
Dragonfly
Paradises Lost

domingo, 12 de junho de 2016

"How To Talk To Girls At Parties" de Neil Gaiman

Título: How To Talk To Girls At Parties
Autor: Neil Gaiman
Ilustradores: Gabriel Bá e Fábio Moon
Editora: Dark Horse
Data de publicação: 22 de Junho de 2016

É a adaptação para banda desenhada do conto de Neil Gaiman "How To Talk To Girls At Parties". O conto foi escolhido para ser adaptado ao cinema, mas actalmente não existem notícias sobre a adaptação. Entretanto, o autor anunciou no seu Facebook uma pequena preview da adaptação do conto para banda desenhada que será lançada a 22 de Junho de 2016 pela Dark Horse. 

Two teenage boys are in for a tremendous shock when they crash a party where the girls are far more than they appear! From Neil Gaiman - one of the most celebrated authors of our time - and award-winning artists Fábio Moon and Gabriel Bá, this sumptuous graphic novel is not to be missed!

“Gaiman, Moon, and Bá have created a triolet of a book, lyrically powerful and utterly unforgettable.”
Junot Díaz

“How can something so strange and so beautiful also be so sad? Like a poem, a pattern, and a people whose world was swallowed by the sea, How To Talk To Girls at Parties is three things at once.”
Kelly Sue DeConnick

“Had sneak peek at How to Talk to Girls at Parties. What boys fear! That girls are very smart aliens who will do frightful things to you in The Upper Room! Teenage angst. Lovely drawing/painting.”
From a Tweet by Margaret Atwood

“A haunting ode to the lyric of girls, who for our protagonists represent a vast, uncharted universe. An extraordinary comic from three extraordinary creators.”
Marjorie Liu

“Gentle, strange, and full of perfectly good advice (‘You just have to talk to them!’), How to Talk to Girls at Parties is wise and odd. Neil Gaiman’s writing is sweetly complemented by Fábio Moon & Gabriel Bá’s art. It’s a quirky delight.”
Audrey Niffenegger










sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Gaiman, Gaiman, Gaiman

Neil Gaiman já terminou de escrever a sua nova colecção de contos com o título Trigger Warning: Short Fictions and Disturbances, que será lançado a 3 de Fevereiro de 2015. 

O autor, juntamente com Lorenzo Mattoti reimaginaram o famoso conto de fadas dos Irmãos Grimm e criaram uma novela gráfica de Hansel & Gretel. O lançamento está marcado para 28 de Outubro de 2014. 

A história ainda nem está publicada, mas os direitos para adapatá-la ao cinema já foram adquiridos pela produtora Juliet Blake que já trabalhou com Steven Speilberg. Neil Gaiman confessa que: “For me, retelling Hansel and Gretel was a way of telling an old tale in a way that made it immediate and true, and about us, now. It reminds us of how paper thin civilization really is. It’s about hunger, and about families. I’m thrilled and delighted to be working with Juliet Blake to bring Hansel and Gretel to the world again, and to show people how much this story has to say to us.”






quarta-feira, 18 de junho de 2014

Theodore Sturgeon Award

Vencedor 2014



"In Joy, Knowing the Abyss Behind", de Sarah Pinkser, publicado na revista Strange Horizons venceu o Theodore Sturgeon Memorial Award que é dado ao melhor conto publicado pela primeira vez no ano anterior. O prémio é apresentado no Campbell Conference Awards Banquet na Universidade do Kansas em Lawrence, Kansas.

É possível ler o conto na revista Strange Horizons.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Deliciosa Leitura Fantástica (29)

To die was merely to go on in another direction.
...
If you wanted to come home you had to keep going on, that was what she meant when she wrote "true journey is return", but it had never been more than an intuition.

"The Day Before the Revolution", Ursula K. Le Guin

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ficção Curta (2)

“Repent Harlequin! Said the Ticktockman”, Harlan Ellison
Publicado na Revista Galaxy em 1965

O conto venceu o Nebula Award em 1965 e o Hugo Award em 1966 na categoria de Melhor Conto. Neste futuro distópico, chegar atrasado é considerado crime. Quando se atinge uma determinada quantidade de tempo, a vida da pessoa em questão é “anulada” ou, em caso de atingir o tempo limite, é "desligada". Essa tarefa é efectuada pelo Ticktockman que utiliza um aparelho para parar o coração da pessoa que fica sem tempo. E não adianta fugir, a máquina funciona em qualquer lado.

A história começa no meio, vai ao início e chega ao fim, fugindo à estrutura considerada normal de uma narrativa. Conhecemos a história de um homem que tenta fugir, mas que não lhe serve de nada porque é desligado por ter ficado sem tempo. Mas é Everett C. Mann que é a alma da história. Os seus truques de rebelião contra o Ticktockman são feitos de através do Harlequin anárquico que utiliza alguns truques inteligentes e chatos para combater o sistema e o Ticktockman. A questão aqui não é se ele será apanhado (isso é óbvio), mas sim a forma como será punido pelos seus crimes.

"The Lottery", Shirley Jackson
Publicado na The New Yorker em 1948

Este conto é muito popular e é considerado "um dos contos mais famosos na história de Literatura Americana". "The Lottery" é visto como um conto perturbador e causou alguma revolta aquando da sua publicação, no entanto é lido nas escolas americanas, para além de ser objecto de várias interpretações críticas e adaptações.

O conto começa com uma normalidade aparente que se verifica ao longo de quase toda a narrativa, uma vez que só mesmo no final é que o leitor percebe o propósito da lotaria. Confesso que quando li o conto não fiquei muito chocada com o final, creio por já ter visto alguma adaptação do conto ou alguma história similar, contudo o final não deixa de ser perturbador.

"October in the Chair", Neil Gaiman
Publicado na revista Conjunctions: 39 em 2002

Neil Gaiman foi convidado por Peter Straub para participar na revista Conjunctions, no número 39 com o título The New Wave Fabulists, publicada em 2002, onde quis escrever uma história sobre um rapaz morto e um vivo. "October in the Chair" foi publicado novamente em 2006 em Fragile Things, um conjunto de contos do autor. Venceu o Locus Award na categoria de Melhor Conto em 2003. 

O conto começa com todos os meses do ano sentados à fogueira contando histórias uns aos outros. Como é October que está na cadeira, significa que ele é o lider da reunião e tem a melhor história para contar. October conta a história de um rapaz chamado Runt, um rapazito magricela e pequeno que é o menos amado da sua família, sofre maus tratos dos irmãos e é diminuído por toda a gente. Sentindo-se sempre excluído, decide fugir para mais tarde encontrar um fantasma chamdo Dearly que não se lembra do seu verdadeiro nome. É exactamente a forma como o conto acaba que o torna mais interessante. Adorei as discussões entre os meses.

"The Festival", H. P. Lovecraft
Publicado na Weird Tales em 1925

Considerado um dos primeiros contos dos Mitos de Cthulhu de H. P. Lovecraft, foi inspirado na sua primeira viagem a Marblehead, no Massachussets e em histórias antigas de cultos de bruxas da Europa Ocidental.

A história passa-se na época do Natal quando um narrador não identificado faz a sua primeira visita a Kingsport, no Massachussets. A cidade a que chega parece não ter habitantes e ter vários séculos de existência. Na casa dos seus familiares encontra a tradução em latim do Necronomicon onde descobre "a thought and a legend to hideous for sanity or consciousness." É então levado para o topo da colina no centro da cidade, onde uma multidão entra numa igreja branca e depois para uma passagem secreta debaixo de uma cripta que o leva a uma experiência assustadora, surreal e arrepiante. Até agora foi o conto de Lovecraft que mais gostei, mas ainda não li alguns dos mais conhecidos e aclamados.

domingo, 30 de março de 2014

Ficção Curta (1)

"The Nameless City", H. P. Lovecraft
Publicado em The Wolverine, um jornal amador, 1921

Comecei finalmente a ler os contos do Necronomicon de H. P. Lovecraft! O conto "The Nameless City" leva-nos às ruínas de uma cidade mais antiga do que a civilização humana, nos desertos da península da Arábia.

O narrador revisita este local perdido e esquecido no tempo e na história, construído em tempos idos por grotescas criaturas rastejantes, cruzamentos de répteis que ainda são preservados nas camaras subterrâneas da cidade juntamente com os hiéroglifos que contam a sua história. Creio que o que impressiona mais no conto é a solidão e tristeza impregnadas nas palavras do narrador, assim como toda a descrição das criaruras.
 
"A Study in Emerald", Neil Gaiman
Publicado na Antologia Shadows Over baker Street, 2003

O conto de Gaiman revisita o mundo de Sherlock Holmes e o universo de terror de H. P. Lovecraft. Venceu o Hugo Award para Best Short Story em 2004 e o Locus Award para Best Novelette em 2005. Foi publicado pela primeira vez na Antologia Shadows Over Baker Street, uma colecção de histórias que misturam os mundos criados por Arthur Conan Doyle e H. P. Lovecraft. Também aparece em Fragil Things, uma colecção de contos de Neil Gaiman, todos com uma pequena introdução do próprio autor.

Gaiman pega em dois mundos diferentes e cria a sua própria história de mistério e investigação com um tom sobrenatural sempre presente. Sem identificar explicitamente o nome das personagens (só no fim), é necessário ser um grande conhecedor do mundo de Doyle para apanhar os vários detalhes dipostos ao longo da narrativa. No entento, a história é cativante, prende o leitor do início ao fim, e reserva algumas surpresas.

“Immersion”, de Aliette de Bodard
Publicado na Clarkesworld #69, 2013

"Immersion", o conto de Aliette de Bodard, foi nomeado para o Nebula Award e para o Hugo Award na categoria de Best Short Story. O conto leva-nos a um mundo onde existe o immerser, um dispositivo que permite a quem o utiliza projectar uma imagem idealizada do que uma pessoa parece e sabe e não o que a pessoa realmente é, explorando questões de identidade, as diferenças entre a cultura global e uma cultura simples e mais “pura”, ou a oposição entre uma pessoa livre do immerser e uma completamente possuída e presa nas camadas do immerser.

A história é uma crítica aos malefícios das tecnologias avançadas e a forma como as mesmas moldam e projectam aparências em detrimento do real e verdadeiro, mas a uma escala galáctica que dita as diferenças entre os superiores galácticos e os independentes inferiores.

“The Black Cat”, de Edgar Allan Poe
Publicado no The Saturday Evening Post, 1843

Normalmente, os contos do Poe causam-me algum desconforto, mas também fascínio. Na adolescência li “The Mask of the Red Death”, que nunca esqueci e quando a reli mais tarde tornou-se uma das minhas preferidas.

Já “The Black Cat” causa-me arrepios. O conto é uma crítica aos malefícios do alcoolismo, explora a forma como a culpa pode perseguir a alma humana e avisa-nos que por melhor que se tente esconder a monstruosidade dos nossos actos, acabamos sempre por ser desmascarados, explorando ainda a sanidade mental e a loucura. É arrepiante a transformação do narrador, desde a tranquilidade de uma vida cheia e feliz, para a prisão do alcoolismo, sendo possuído pela raiva e violência, passando pelos fantasmas da culpa e pelo homicídio, até ser desmascarado.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Na Crista da Onda

CONTOS:

Autor: Luís Filipe Silva
Conto: "Na Crista da Onda"
Publicado: Trëma
Ano: 2012
****
"Na Crista da Onda", publicado na fanzine Trëma, é um conto de ficção científica que apresenta uma aventura no espaço num futuro distante, onde existem colónias além-cintura. Esta ideia inovadora é um relato do ponto de vista de Dan numa contagem decrescente para a maior adrenalina das vidas de Arad, Orey, Soushaska e Dan.
A escrita do autor é muito boa, mas mesmo assim noto alguns altos momentos de grande inspiração e uns pontos menos bons, oscilando entre uma narrativa quase poética e momentos mais normais. Creio que as outras personagens deviam ter sido um pouco mais desenvolvidas, uma vez que fiquei com pena de não saber mais sobre Arad, Orey e Soushaska e sobre as colónias de onde vinham. O desfecho é realmente muito bom.
Recentemente, este conto foi escolhido para integrar a antologia Space Opera III: Aventuras Fabulosas por Universos Extraordinários, o terceiro volume de antologias de ficção científica dedicado ao sub-género da space opera, que é organizado por Hugo Vera e Larissa Caruso.

terça-feira, 12 de março de 2013

Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa

Organização: Luís Filipe Silva
Editor: Luís Corte Real
Título: Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2011

Sinopse
Poucos o sabem, mas a literatura de pulp fiction, que marcou toda a cultura popular dos E.U.A. na primeira metade do século XX, também esteve presente em Portugal, e em força.

Houve um tempo em que heróis mascarados corriam as ruas de Lisboa à cata de criminosos; em que navegadores quinhentistas descobriam cidades submersas e tecnologias avançadas; em que espiões nazis conduziam experiências secretas no Alentejo; em que detectives privados esmurrados pela vida se sacrificavam em prol de uma curvilínea dama; em que bárbaros sanguinários combatiam feitiçaria na companhia de amazonas seminuas; em que era preciso salvar os colonos das estações espaciais de nome português; em que seres das profundezas da Terra e do Tempo despertavam do torpor milenário ao largo de Cascais; em que Portugal sofria constantes ataques de inimigos externos ou ameaças cósmicas que prometiam destruí-lo em poucas páginas, antes de voltar tudo à normalidade aquando do último parágrafo.
Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa de Vários

Críticas de imprensa
«Uma selecção magistral da melhor pulp portuguesa do início do século XX. É o regresso vigoroso do género literário que o Estado Novo tentou obliterar.» José Manuel Lopes, especialista em H. P. Lovecraft.